DESMASCARANDO A DESINFORMAÇÃO E DEFENDENDO OS DIREITOS DOS MONITORES EDUCACIONAIS COM O SAE-DF

Em meio a desafios e adversidades, a trajetória da Carreira de Políticas Públicas e Gestão Educacional (PPGE) no Distrito Federal tem sido marcada por uma luta constante por reconhecimento, valorização e equidade.

Recentemente, movimentos paralelos e decisões governamentais têm tentado limitar as oportunidades e direitos dos profissionais da carreira de Politicas Públicas e Gestão Educacional (PPGE), particularmente no que diz respeito à possibilidade de ocupar cargos de supervisão administrativa. Tais ações não apenas subestimam o valor e a complexidade do trabalho, mas também representam uma clara discriminação contra esses profissionais dedicados.

O Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal (SAE-DF) tem estado na linha de frente, defendendo não apenas a manutenção, mas também a expansão dos direitos e oportunidades para todos da carreira PPGE. A insistência do sindicato para que todos os servidores, incluindo os monitores, tenham acesso a cargos gratificados e comissionados é uma questão de justiça e igualdade.

No entanto, o caminho à frente ainda é assolado por desinformação e ataques injustificados contra a Comissão de Negociação do SAE-DF, que tem representantes nas especialidades de monitores, secretários, apoios, técnicos e entre outros, de inação e inabilidade nas negociações, muitas vezes propagados por redes sociais e mensagens, como no WhatsApp. Tais ataques não apenas distorcem a verdade, mas também tentam enfraquecer a união e a força coletiva que são essenciais para a negociação eficaz e a realização de mudanças significativas. Há de se avaliar se tais ataques não são meramente desestabilizantes, de interesse particular ou grupos isolados, a fim de desagregar o movimento vitorioso como um todo.

A realidade dos fatos

A formação de uma mesa de negociação, após o ato grevista de 2023, demonstrou a seriedade e a urgência das demandas da categoria. Além de avanços nas negociações gerais, conforme matéria publicada no dia 23/02, clique aqui, um Grupo de Trabalho específico (GT) foi criado para discutir a complexidade na especialidade Monitor é um passo positivo, mas apenas o começo de um processo de diálogo necessário. Leia a matéria do dia 08/02, clicando aqui. As reivindicações negociadas, incluindo a manutenção dos monitores nomeados, a nomeação de novos profissionais os cargos de supervisor, a criação de uma gratificação de valorização, a abertura de concurso público e a revisão de políticas salariais, refletem uma ampla gama de necessidades e preocupações. Cada uma dessas demandas é essencial para garantir que a educação inclusiva não seja apenas um ideal, mas uma realidade prática e eficaz em nossas escolas. Lembrando que a negociação é um ato contínuo, persistente e, às vezes, demorado.

Em discordância com o posicionamento do SAE-DF, o governo alega que não estender o cargo de supervisão para os monitores é uma necessidade para mantê-los na linha de frente no atendimento aos alunos especiais. Essa postura é justificada pelo argumento de que tal movimentação acarretaria no descumprimento das orientações do Ministério Público e da Justiça, que enfatizam a importância do papel dos monitores em garantir a assistência direta e especializada necessária a esse grupo de estudantes.

No entanto, a posição do SAE-DF é clara e firme: é responsabilidade do Governo do Distrito Federal (GDF) atualizar o quadro de servidores concursados para permitir uma movimentação adequada de pessoal em relação aos cargos efetivos, às funções gratificadas e aos cargos em comissão. Essa atualização é essencial para eliminar a discriminação evidente em relação aos Monitores e assegurar igualdade de oportunidades para todos os profissionais da educação. Essa divergência de visões coloca em evidência o delicado equilíbrio entre a valorização profissional e a manutenção da qualidade do serviço oferecido aos alunos, especialmente aqueles que demandam atenção especializada, reforçando o debate sobre como melhor atender às necessidades de todos os envolvidos no processo educacional.

Apesar do impasse mencionado, o processo de negociação entre o SAE-DF e o governo tem visto progressos em outras áreas, ainda que certas propostas permaneçam em estudo. Notavelmente, a discussão sobre o aumento da carga horária de 30 para 40 horas e a criação de uma gratificação específica para Monitores estão entre os tópicos em destaque. Essas questões estão atualmente sob análise e sendo negociadas pelo GT, indicando que, embora ainda não tenham sido implementadas, há um esforço contínuo para avançar nessas frentes.

Representatividade

É vital reconhecer que o sindicato não se resume aos seus dirigentes, mas sim à base coletiva de profissionais que representam a verdadeira força por trás de qualquer negociação. Críticas construtivas são sempre bem-vindas, pois elas contribuem para o fortalecimento da mobilização e do debate democrático. No entanto, é crucial que tais críticas sejam baseadas em fatos e conduzidas de maneira a promover o diálogo e a compreensão mútua, ao invés de divisão e conflito.

A luta da carreira PPGE é uma luta por todos nós que valorizamos a educação pública, inclusiva e de qualidade. É uma lembrança de que, juntos, somos mais fortes e capazes de enfrentar adversidades e alcançar a justiça para todos os profissionais dedicados à nobre tarefa de educar. A união, a perseverança e o compromisso com a verdade são nossas maiores armas nessa batalha contínua.

A luta, de fato, continua, e juntos, sem dúvida, somos mais fortes!

Diretoria Colegiada – SAE-DF
Comissão de negociação – PPGE

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