ALUNOS FLAGRAM LARVAS NA MERENDA DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DF

Nesta quinta-feira, 16 de novembro de 2023, um vídeo chocante veio à tona, expondo a lamentável situação da merenda escolar nas escolas públicas do Distrito Federal. Alunos do Centro Educacional (CED) 1 do Itapoã flagraram larvas rastejando em seus pratos de comida, lançando luz sobre uma crise que já se arrasta há algum tempo.

Essa não foi uma ocorrência isolada, pois, na segunda-feira, 13 de novembro, estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 2 também encontraram e filmaram larvas na merenda servida pela escola. Esses incidentes são apenas os mais recentes capítulos de uma crise na merenda da rede pública de ensino do DF que vem se arrastando.

Vídeo:

O Conselho de Alimentação Escolar do Distrito Federal (CAE-DF) já havia denunciado anteriormente que os estoques de arroz e macarrão nas escolas públicas do DF estão quase esgotados. Os alunos enviaram os vídeos desses incidentes ao CAE, que agora está investigando a origem da infestação. Preliminarmente, o CAE suspeita que as larvas estavam no arroz, mas ainda não há confirmação definitiva.

O CAE realizou uma diligência no depósito central da Secretaria de Educação no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan) na sexta-feira passada, 10 de novembro, e flagrou a devolução de um lote de arroz. A Secretaria de Educação alegou que a carga não atendia aos critérios de qualidade estabelecidos e, por isso, foi solicitada a substituição. O fornecedor foi notificado e deverá providenciar a entrega de um novo lote.

Para entender melhor a situação e garantir a segurança alimentar dos alunos, o CAE está analisando a qualidade do arroz distribuído para as escolas e solicitando laudos técnicos e informações sobre a numeração dos lotes nos estoques da rede pública. As larvas encontradas pelos estudantes aparentemente são carunchos, e as infestações podem ocorrer devido ao calor, umidade e condições inadequadas de armazenamento, que permitem que esses insetos perfurem as embalagens e criem condições para infestações cruzadas com outros animais.

Denivaldo Alves, Secretário Geral do SAE-DF e membro da CAE destacou a necessidade urgente de profissionais da educação da carreira de Políticas Públicas e Gestão Educacional para um melhor controle da área de merenda escolar. Ele enfatizou a importância de contar com merendeiros, nutricionistas, analistas, técnicos e gestores educacionais concursados, em vez de terceirizados, para garantir o bem-estar dos alunos.

Antonia Souza, Diretora do SAE-DF e membro do CAE, expressou sua preocupação com a situação e acrescentou: “É fundamental que medidas rigorosas sejam tomadas para garantir a qualidade da merenda escolar em todas as escolas públicas do Distrito Federal. Nossos alunos merecem uma alimentação saudável e segura. Vamos continuar pressionando por mudanças significativas nesse sistema para o benefício de nossas crianças e jovens.”

Em resposta aos incidentes, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que tomou medidas imediatas, como a retirada do lote de arroz do depósito do CEM 2 do Gama, e que está investigando a situação. Além disso, a direção das escolas afetadas prometeu redobrar os cuidados com a cantina e garantir a qualidade da alimentação escolar.

A SEEDF também ressaltou que as entregas de gêneros não perecíveis nas escolas em questão ocorreram com itens próprios para consumo, após checklist de qualidade. A pasta destacou que casos semelhantes serão tratados, e os gêneros impróprios serão recolhidos e substituídos, salientando que a gestão dos estoques e a produção das refeições são de responsabilidade de cada escola.

A investigação sobre esses incidentes continua, e o SAE-DF continuará acompanhando de perto para garantir que a merenda escolar nas escolas públicas do DF seja segura e de alta qualidade para todos os alunos.

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