EM REUNIÃO DO SAE DF, PRESIDENTE DA CNTE CHAMA BASE PARA 2022

A diretoria do SAE DF reuniu seus associados nesta quarta-feira (16) para discutir a conjuntura nacional e traçar novas ações para fortalecer os profissionais da assistência à educação no DF. O objetivo é manter a base mobilizada e unida na luta pelo reconhecimento efetivo de todas as categorias em plano de carreira, cargos e salários. O SAE DF quer a reposição das perdas e respeito à importância desses trabalhadores para o país.

“A retirada de recursos da Educação foi a última tacada do Bolsonaro. A conjuntura nacional repercute nos Estados e precisamos olhar o conjunto”, justificou Denivaldo Alves do Nascimento, secretário-geral do SAE DF. “A política do DF é privatista e focada na redução de salários”. Virtual, a reunião contou com mais de 70 participantes pela internet.

Convidado para o encontro, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Sindicato dos Trabalhadores de Pernambuco, Heleno Araújo Filho, chamou os profissionais de assistência a educação do DF a acompanhar o que acontece no Brasil e apoiar o sindicato na luta para influenciar o caminho da política em 2022 como ação para impedir mais perda de direitos.

“A base precisa ouvir, entender e juntar energia para atacar quem de fato são os nossos inimigos e nos ataca”, justificou. “Querem acabar com a escola pública e acabar com o profissional da educação. A questão não é partidarizar o sindicato, mas sim, fazer a luta e fazer política”, avisou.

Araújo mostrou sua visão do desmonte em curso na Educação e como isso afeta os profissionais da assistência. “2022 é importante para a nossa vida, pois se voltarmos com o Congresso que aí está seremos derrotados e teremos um cenário ainda mais complicado”, destacou.

 Ação política – Segundo ele, os profissionais da assistência devem se mobilizar em busca da eleição de um novo conjunto de forças para romper com a direita radical que assumiu o poder, retirando direitos e impedindo a melhoria de vida para a população. Os profissionais da assistência, disse, também têm sido prejudicados. Araújo disse que cabe encontrar formas de atuar politicamente e levar o posicionamento da categoria para fortalecer o movimento.

O presidente da CNTE defendeu que se encontre formas de participar dos atos contra o governo federal, mesmo que simbolicamente, encorpando as críticas à reforma administrativa e outras iniciativas que trarão prejuízos para o servidor público. “Nós estamos orientando para ir às ruas em 19/06. Não estamos convocando, mas sim orientando”, avisou. Heleno Araújo foi enfático na defesa dos cuidados com a Covid-19 e alertou que é possível mobilizar sem participar de aglomeração. “Quem não puder ir não é pelego. Temos que respeitar e preservar a vida. Se for às ruas, ir com segurança”.

Secretário-Geral do SAE DF, Denivaldo Alves do Nascimento concordou. O sindicato recomenda que seus associados participem dos atos marcados para o 19 de junho, contra o governo federal, mas com todas as medidas de proteção. “Nós temos de ir pras ruas. Aqueles que tiverem condição de ir que vá, quem não puder, participe de outra forma, simbolicamente”, pediu Denivaldo. “Quem não puder ir não deve ir, o mais importante é a vida e nós não vamos tratar nossos colegas como pelegos”, avisou.

União e foco – As palavras do dirigente convidado foram bem recebidas e geraram reflexões entre os participantes. Muitos se manifestaram por mensagens de texto reconhecendo a importância de os profissionais da assistência se manterem unidos para fortalecer a categoria. “Nós precisamos reavivar a luta e olhar para a política de outro jeito”, sintetizou o secretário de Formação Sindical e Qualificação Profissional, Ediram José Silva. “Temos que retomar o processo de conscientização da sociedade sobre a necessidade de fortalecer o sindicalismo para consolidar o Brasil. O sindicato é a entidade legitimada para nos defender”, destacou. “Qualquer negociação paralela é abominada, nosso sindicato e o local”.